Se tem gente querendo, a atividade deve ser permitida?

Bingos, cassinos e jogo do bicho são indústrias que já existem no Brasil, mas na clandestinidade. Segundo o presidente do Instituto Jogo Legal, Magnho José, todos os dias 20 milhões de brasileiros fazem suas apostas no jogo do bicho. Pelo seu formato de aposta, o jogo do bicho não difere dos jogos mais populares da Loteria Federal, como a Mega Sena. Atualmente, cerca de 450 mil pessoas trabalham com a atividade no país.

Com os bingos não é muito diferente. Todos os meses operações da polícia fecham bingos clandestinos, em todos os estados do país. Não há sequer estimativa de quantas pessoas trabalham ilegalmente com a atividade, tampouco o volume de jogadores e dinheiro envolvido.

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Bingo clandestino fechado em Duque de Caxias – RJ

Ciente dos números, o Juiz do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Max Paskin Neto, divulgou, na última quarta-feira (23), um manifesto em que defende a legalização e regulamentação de cassinos, bingos, e jogo do bicho em nosso país.

Os argumentos são claros, e o exemplo de estados americanos são o embasamento. Confira:

“Seja qual for o nicho de mercado – de cassinos, bingos, jogo do bicho, substâncias psicotrópicas… se tem um nicho de mercado que queira unir fornecedores e consumidores, o governo não deve cercear a atividade. Pelo contrário, deve permitir e incentivá-la, com o mínimo de regulamentação.

Para um país ser próspero – aqui encarado pelo grau de riqueza e liberdade individual concedida aos cidadãos – é preciso dar vazão às vontades humanas e tendências de mercado e não o reverso (o mercado ter que se adaptar ao modelo normativo).

Nesse sentido, o Brasil tem muito a aprender com dois locais da América do Norte: Colorado e Las Vegas. Colorado é pioneira na liberação da maconha recreativa (2012). Já Vegas sempre foi conhecida por seus cassinos exuberantes, mas há uma década tem atravessado uma crise que tem visto muitos de seus mais famosos estabelecimentos sofrendo.

O cenário em ambos esses locais na década que antecedeu as respectivas mudanças não foi nada promissor. Apresentaram taxas crescentes de desemprego, violência, pessoas perdendo suas residências para as suas dívidas insaldáveis junto aos bancos (foreclosure); e as famílias, por consequência, se deteriorando.

A solução: inovação. Para superar a crise econômica, muitos “pseudo inimigos” podem vir a ser verdadeiros super-heróis. E aí Brasil, vamos montar nosso “esquadrão suicida”?”. 

O que você acha? Enquanto aguardamos que Senado e Câmara aprovem a legalização dos jogos, que tal se divertir no site de jogos online Vera&John, com R$ 35 grátis? Cadastre-se aqui e divirta-se!

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