Clubes se unem para levar bingos para estádios de futebol

Os bingos são proibidos desde 2002 no Brasil, mas em breve o famoso jogo pode ser mais uma atração para os estádios de futebol. Um grande desafio encontrado pelos clubes após a Copa do Mundo de 2014 foi administrar as custosas arenas modernas. Apenas com as partidas de futebol as arenas multiuso não estão gerando renda o suficiente para pagar por sua manutenção. Além de shows e festas, outras alternativas como o bingo surgem como opção.

A proposta foi apresentada na Câmara pelo deputado federal e presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. A tentativa visa legalizar o jogo baseado na Lei Geral do Turismo (PL 2724/2015), apreciada na Câmara dos Deputados. Segundo o texto, cassinos seriam legalizados em resorts e os bingos autorizados em estádios de futebol com capacidade superior a 15 mil espectadores. O assunto é polêmico por natureza, e divide opinião até mesmo entre os clubes.

O atual presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, por exemplo, opina que a lei receba uma emenda e os bingos permitidos apenas em clubes que possuam ao menos cinco modalidades olímpicas (o que excluiria a maior parte dos times da série A). Outros clubes, que não jogam em estádios particulares, desejam que a lei permita explorar os jogos de bingo em sedes sociais.

O deputado federal Andrés Sanchez.

 

Presidente do Cruzeiro apoia a liberação dos bingos

 

O Cruzeiro foi dos clubes presentes em reunião na Câmara dos Deputados para discutir o assunto, com a presença do autor da emenda, Andrés Sanchez. O presidente do clube, Wagner Pires de Sá, se mostrou favorável a aprovação da emenda, ainda que o Cruzeiro mande seus jogos em um estádio municipal, o Mineirão.

Em comentário para o site Superesportes, o presidente do Cruzeiro pede que times que não possuem caso próprio também sejam beneficiados com a emenda, caso aprovada. ”É importante definir bem o que vocês estão entendendo como bingo em estádios. Você tem bingo permanente e bingo esporádico. Pelo que estou vendo aí, os bingos que estão sendo contemplados no futebol seriam bingos esporádicos. Ou seriam permanentes? (alguém responde ao presidente do Cruzeiro que seriam permanentes. Ele então segue seu raciocínio). Ótimo, porque é exatamente esse permanente que você tem fluxo constante de rendimento, melhor. Agora, para isso, também, tem que definir bem em estádios que o clube não é proprietário. Temos vários exemplos lá no Rio e em Belo Horizonte, o Mineirão, que é o maior, efetivamente não é do Cruzeiro. Nós temos um convênio, mas não é do Cruzeiro. (…) Então quem não tem a propriedade do estádio, mas tem como Flamengo, Cruzeiro, diversos outros clubes têm, clubes sociais. Então, a gente tem de colocar isso dentro da pauta”, disse Pires de Sá.

O presidente do Cruzeiro possui vasto conhecimento sobre o assunto. Como empresário, chegou a empregar mais de 15 mil pessoas em 8 casas de entretenimento (bingos) em Belo Horizonte, segundo apuração da ESPN.

Também estiveram presentes representantes do Atlético-PR (através do presidente Mario Celso Petraglia), Internacional, Coritiba, Figueirense, Avaí, Juventude e Vila Nova-GO.

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